Percurso corporal na terapia esquizo até psicopata

 1. Episódio do hospital - ESQUIZOIDE (morte/renascimento) ORAL (nutriçao)

Desmaiei, sensaçao de mmorte, renascimento, estava zonza e pedi um lugar para deitar. Me colocaram numa cama de hospital, dura, de aço, fria, lençol fino, pedi comida e ninguém me deu - só queriam o meu sangue (eu era o objeto, tinha que ter um uso, ninguém me deu comida, nutriçao de graça). sai passando mal, atravessei o hospital passando mal, cruzei a rua e tinha uma lanchonete aberta, meio da pandemia, paguei por um sanduiche - a nutriçao é paga, o afeto é pago.


2. ORAL - já há algum tempo a Michelle queria fazer o exercício de SUGAR a seringa. só aconteceu depois do episódio do hospital.

eu não conseguia sugar. ela me disse que quando ela pediu para eu sugar, eu contrai toda a minha boca e tinha um olhar de terror, parecia que eu estava bebendo algo envenenado. pessoalmente, não senti nada disso, apenas senti vontade de chorar, mas o choro não veio. foi um gatilho sobre a ausência de nutriçao, de afeto. 

Aos poucos, percebi que eu vivi grande parte da minha vida buscando uma mãe adotiva, vivi buscando alguém que me adotasse, mas eu era a menina orfã que ninguém queria. abandono.


3. Episódio MAO COM FACA (PSICOPATA) FILME o menino da bolha de plástico (ESQUIZO) E Ser assaltada com uma faca no meu pescoço dentro do celta com a minha mae. minha mae deu 5 reais (psicopata, valor do feminino)

Clarissa pediu para eu deitar, sentir a minha respiraçao até a barriga, assoalho pélvico. vi uma mao com uma faca querendo me esfaquear. a clarissa me pediu para identificar quem era. achei que era a minha mae. entao me coloquei no meu lugar, estava me defendendo. ela pediu para eu sair deste lugar (você nao precisa ficar ai), eu não conseguia. ela pediu para eu pegar uma almofada, isso amenizou o meu medo (um escudo). falei que eu tava cansada de escudos, de me defender. ela sugeriu que eu saisse, coisa antiga, não preciso mais ficar nesa situaçao, aí abri a porta da cozinha e sai...  senti que tava escapando, falei que não adiantava escapar, que eu fiz isso a vida toda, que eu posso escapar de minha mae mas eu encontro um bolsonaro na frente... o que mantem aí, sem buscar brechas de vida/ eu preciso entender, o brasil todo tá tentando entender ess psicopata... ficamos aí, a Clarissa, pela primeira vez, sugeriu que reich disse que não podemos ficar presos nesta situaçao que está alem de nós, não fiquei convencida.

quando desliguei, me veio um insight: a mao com uma faca é um MASCULINO CARICATO. ou a mao com uma arma. Bolsonaro. Este não é o masculino de verdade. Ai a força opressora da faca acabou. bolsonaro acabou, mimha mae acabou. ela estava num disfarce do masculino.

lembrei do feminico caricato: usar batom, salto alto.

Aí eu vi o masculino real: o pênis. DOADOR

Feminino real: vagina. Receptora.


4. Episódio CAR(R)INHO DE BEBÊ (ORAL, NUTRIÇAO, carinho)

Comecei a me ver no carrinho de bebê, de novo, abandonada pela minha mae, estava sozinha, era um lugar frio, gelado, rígido, igual ao útero da minha mae... vi a figura de Alaíde, minha babá. era quente, afetivo, bom... mas era pago. associaçao CARRO/CARRINHO/CARINHO  - se eu receber algo, vou ter que pagar por essa coisa. nada é me dado livremente. a nutriçao é paga (também quando atravessei a rua no hospital tive que pagar por comida - só tinha homens)

Lembrei da minha gatinha - eu dou carinho pra ela sem cobrar nada

lembrei da minha mae dizendo para todas as empregadas que queriam sair de lá para casar: você vai acabar com a sua vida

lembrei dela me dizendo quando resolvi adotar a mel que eu ia acabar com a minha vida



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